Camille e Julie Berthollet

Essas duas garotas francesas são irmãs, a primeira celista e a segunda violinista (a Camille tambem toca violino), possuem apenas 18 e 16 anos respectivamente e são sensacionais. 

O disco em questão é um album de faixas easy listening do repertório de música clássica, com algumas peças de musica popular, como a brasileira “tico-tico no fubá” e “Summertime”,  extremamente bem arranjadas e bem tocadas.

Se você não conhece nada de música classica, esse CD é um bom ponto de partida!

A única divisão que interessa em música é se ela é boa ou não! E esse é um disco de música boa! 
Segue o link para o disco no Apple Music. Ele não está no Deezer por enquanto. 

Enjoy!

https://itun.es/br/9zIafb

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O Diabo veste pele de Cordeiro

Eu passei algumas semanas sem ter motivação para escrever e eis que a Meryl Streep me abusa do direito de usar um discurso onde ela deveria agradecer a quem em a ajudou em sua carreira para fazer política do mais baixo nível.

Eu não vou me dar ao trabalho de dissecar e mostrar todas as desonestidades intelectuais que ela cometeu em seu discurso. Muita gente já fez isso, melhor do que eu faria (segue o link do colunista da veja sobre o assunto).

Também não vou entrar na discussão se o discurso é dela ou não. Claro que é dela, mesmo que tenha sido escrito por outra pessoa. Ela o endossou ao dar-lhe voz. E não tenho a menor dúvida de sua sinceridade (o que não torna verdade as besteiras que ela disse).

O que eu quero pegar é um pequeno detalhe: o trecho em que ela diz que, “sem os estrangeiros, só nos restaria o futebol [americano] e o MMA”.

Têm várias coisas nessa frase:

  1. A ignorância ao fato que, assim como nas Belas Artes, o futebol americano e o MMA dependeram largamente de conceitos de outros esportes que foram levados ao Estados Unidos por imigrantes.  Nenhum deles é totalmente autóctone. O futebol americano é uma derivação do Rugby, o Baseball do Cricket e o MMA, por sua natureza, junta conceitos de todas as artes marciais, mas foi definido basicamente em cima do “Brazilian Jiu-Jitsu”. Se ela queria citar um esporte puramente americano, deveria ter usado o basquete.
  2. O preconceito contra os esportes, vistos como uma atividade puramente física e portanto, inferior (só essa conclusão – porque atividades mentais são superiores as físicas – já dá uma tese de mestrado). É estranho que uma atriz, que depende do seu corpo para atuar quase tanto como um atleta, tenha esse tipo de visão. Todos os esportes possuem, além do seu componente físico, uma imensa complexidade estratégica e tática e recompensam aqueles que pensam no que estão fazendo.
  3. Ouvindo o seu desdém ao futebol em oposição as artes, parece até que ela passou a carreira encenando Shakespeare. Menos, Meryl, por favor… Você é uma senhora atriz, tem papéis altamente interessantes e complexos, mas você trabalha na indústria de ENTRETENIMENTO. Você fez MAMMA MIA! Não vem tirar essa onda não!
  4. Se os Estados Unidos acabassem, o futebol americano é exatamente o que mais eu sentiria falta. Ah claro, sentiria falta dos filmes pipoca, tipo “Mamma Mia” e dos seriados. Filme-cabeça a Europa sabe fazer (pelo menos sabia, antes de ser invadida pelos árabes).

Por fim, quero lembrar que, diferente do Trump (que começou sua resposta chamando a Meryl de “atriz sobre-estimada” para depois criticá-la, eu me recuso a misturar a profissional com a pessoa. Ela é uma excelente atriz, talvez a maior de todos os tempos do cinema americano. Não tem como ela ser sobre-estimada, Trump. Seu argumento perde força ao fazer isso.

O que não podemos deixar acontecer é achar que o talento que alguém tenha em alguma atividade (seja interpretando outros personagens ou jogando uma bola oval para a frente) nos faça acreditar que essa proficiência seja carregada para as outras atividades que o mesmo ser humano faz.

Dona Meryl Streep, com todos os seus Globos de Ouro e Prêmios da Academia,  é tão qualificada para falar de política quanto eu. E pode ser criticada sim senhora quando fala besteira.

 

Quem é mais nerd?

Pare o que você estiver fazendo e assista e https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fdorkly%2Fvideos%2F1223341421042599%2F&show_text=0&width=400“>esse vídeo sensacional com uma disputa entre o Capitão Picard e o Darth Vader sobre qual dos “universos” seria o mais nerd!

Além de ser muito engraçado, o vídeo resume as farpas trocadas pelas duas tribos. Como se a grande maioria dos nerds (e de todo mundo) não gostasse das duas franquias.

É engraçado também ver o Picard, normalmente tão calmo, apoplético enquanto discute com o “Darth Vader da Zoeira”, com um senso de humor que ele não costuma apresentar!

Mas, vamos tentar analisar a questão de uma forma fria.

A verdade é que Star Wars não pode nem ser classificado como “Ficção Científica”. Não tem nada de ciência ali. Aliás, os momentos mais constrangedores de Star Wars são justamente quando eles tentam explicar alguma coisa, como com os midiclorians.

O termo que o próprio George Lucas utilizava era “Space Fantasy”. É uma aventura ambientada no espaço.

Ficção científica, tecnicamente, é uma estória que discute a relação das pessoas com uma situação que, se não for cientificamente possível, pelo menos é reflete alguma teoria científica em voga. Bons exemplos são “2001”, “Gattaca” e “Contato”.

Normalmente a boa ficção científica vai trazer discussões sobre como nos relacionamos com os avanços da tecnologia e quais as consequências que eles podem nos trazer.

Star Trek tem muitos elementos de ficção científica, mas isso aparece mais na discussão do uso dos Holodecks e de um monte de coisas que não existiam quando eles fizeram a série (e que hoje são de uso comum, como os celulares) do que na parte das naves e das viagens espaciais (onde as duas franquias usam mais ou menos os mesmos conceitos, alem, claro, da explosões  no vácuo – seria um saco um filme sem elas, afinal de contas)!

De maneira geral os temas de Star Trek são geralmente mais adultos. Alem da dinâmica da liderança e das questões da tripulação, é quase sempre uma reflexão sobre como agir em relação ao “imperialismo”, como lidar com os povos “inferiores” sem desrespeitá-los e como lidar com as potências iguais ou superiores se impondo sem o agressor.

Alem disso, as citações a autores, livros ou situações do nosso presente ou passado (Shakespeare, Moby  Dick, etc.) são sempre colocadas de forma a “agregar valor” a experiência.

Star Wars é muito concentrado em poucos protagonistas. Passamos a trilogia principal inteira focados em Luke, Leia, Han e Vader. Todo o resto é pano de fundo. Com o passar do tempo, Star Wars virou uma plataforma onde se pode ambientar qualquer tipo de filme.

Ainda que venham tentando trazer ecos do nosso mundo para Star Wars, o bem e o mal sempre estão sempre bem melhor delineados do que na nossa realidade. As pessoas podem até estar no lugar errado, mas dificilmente existe um conflito de intenções no mesmo personagem (Darth Vader no episódio VI talvez seja a exceção).

Já em Star Trek, a federação é normalmente benévola, mas suas disputas internas mostram seu “lado negro” as vezes. Aliás, devido a patrulha “politicamente correta”, a dificuldade em vender um “outro povo”  como malévolo vem fazendo com que humanos sejam (ou estejam por trás) dos antagonistas numa frequência bem maior do que seria razoável em Star Trek. Da nova série de filmes, 2 de 3 tiveram a mesma temática.

Concluindo, as duas franquias tem princípios bastante diferentes. Ninguém precisa ser fanboy de uma ou outra. Ambas tem qualidades e furos. São peças de entretimento, não tratados de filosofia. Aproveite as duas o melhor que puder!

Mas, vamos admitir, Star Trek é mais “nerd”. Ou, pelo menos, mais “geek”!

Feliz Ano Novo!

 

 

A cessão de bens as Telecoms e a inconsistência da esquerda

O pessoal da esquerda não pode nunca ser acusado de consistência.

Depois de passar 13 anos quietos enquanto o governo petista fazia enormes transferências de renda para empresas do Eike Batista, perdoava dívidas de governos amigos com o Brasil, obrigava o BNDES a fazer investimentos secretos em obras de governos amigos (Porto de Cuba apenas como exemplo), e diversas transferências de dinheiro para os amigos da mídia, agora eles resolvem dar um escândalo devido a um projeto de lei que muda o marco regulatório das Telecomunicações e, entre outras coisas, cede os ativos que ficaram com a união quando da privatização (porque as concessões não eram definitivas – o que está mudando agora). É bom dizer que a cessão dos ativos não é de graça, ela exige contrapartida de investimentos no valor reconhecidos dos mesmos.

Em primeiro lugar, o questionamento é pertinente. Mesmo que faça sentido e seja uma solução razoável, cabe a quem está propondo isso convencer a sociedade e a maioria do congresso. Parece que houve uma tentativa de queimar etapas do processo e que tal coisa foi barrada pela turma da esquerda. Que nesse caso agiu bem.

Pena que eles só fazem isso por motivos políticos e não necessariamente patrióticos.

Eu sinceramente não sei se o governo está certo ou errado em ceder esses ativos. Como também não sei como ele garantiria que as contrapartidas seriam de fato efetivadas. Acho que tudo isso tem que ser realmente melhor discutido e que a sociedade tem o direito de entender o que está sendo feito.

Mas, o que é pior? Ceder ativos que já estão em usufruto das empresas de telecom há mais de vinte anos em troca de novos investimentos (que se reverterão em serviços à população brasileira), ou financiar obras em outros países sem que nem saibamos as condições desses investimentos? Será que o país com a taxa de juros mais alta do mundo deveria realmente ceder empréstimos para outrem que não sua própria população?

Ah, mas esses empréstimos eram para facilitar a contratação de empresas brasileiras para as obras. Que empresas? Odebrecht, Camargo Correia…

Aí estava tudo certo, né?

O problema não é cobrar o governo atual pelas suas ações e exigir que ele se explique. É fazer isso depois de ter passado 13 anos deixando tudo correr frouxo e agora cobrar os outros por ter batido panela para retirar parte da corja anterior (porque a corja atual estava lá junto com eles, foi eleita junto, apesar deles jurarem que não).

Como eu disse no Facebook, a diferença é que se o Temer cair, eu não vou dizer que é golpe, não vou fazer uma defesa do sujeito e muito menos ajudar na vaquinha para pagar pela sua defesa. Mas eu não obrigado a bater panela.

Cada um se indigna com o que quer.

 

 

Duas visões de Jesus

 

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Uma das questões mais interessantes da História é o fato de que o Ser Humano mais importante da civilização ocidental (Jesus) é alguém sobre o quem praticamente não temos registros históricos. Não temos registros de nascimento, mandato de prisão e execução, nada que ele tenha deixado escrito. Apenas os evangelhos canônicos e alguns apócrifos.

Segundo a Wikipedia, existem 5 documentos romanos que comentam a passagem de Jesus na Terra. Todos são de autoria de historiadores romanos, comentando a história da palestina, ou apenas explicando quem são os cristãos e qual seria a origem de fé. É muito pouco. Sabemos mais sobre muita gente menos importante.

Mesmo os evangelhos não são registros primários. Eles foram escritos de 50 a 100 anos depois dos fatos que narram. O consenso entre os historiadores é de que eles são compilações de relatos que vinham sendo repetidos através da tradição oral.

Para esse post natalino, resolvi fazer uma comparação rápida entre dois livros sobre o assunto. O primeiro é “Zelota”, de Reza Aslan, livro que foi bastante badalado quando lançado, em 2013. O outro, bem mais recente, é “Jesus – Uma biografia para o Século XXI”, do historiador inglês Paul Johnson.

Os dois livros são bastante díspares em suas análises. Enquanto o primeiro se esforça em ser uma análise “científica”, buscando todo o tipo de referência histórica e arqueológica sobre a época em questão, com extensas e bem escritas notas de rodapé, o segundo basicamente se limita a referenciar os evangelhos. Seria mais honesto se uma tradução mais literal do título em inglês “Jesus: a Biography from a Believer” tivesse sido utilizada. Paul Johnson fez um livro de catecismo, não de história.

O ponto principal do primeiro livro é que o Jesus real, que andou sobre a terra e que morreu na cruz (se ele ressuscitou ou não, cabe a cada um de nós decidir), era um Zelota, um nacionalista, que lutava contra a dominação romana.  “Eu não vim trazer paz, mas a espada”.

Já Paul Johnson tem uma visão muito mais canônica de Jesus. “Meu reino não é deste mundo”. Jesus estaria não estaria nada preocupado com o poder terreno e sim com a salvação do rebanho de seu pai.

Ambos livros são bem escritos, de fácil leitura. O primeiro me parece mais completo, tentando apresentar as diferentes visões do assunto e defendendo seu ponto de vista com argumentos referenciados na bibliografia. O segundo tem alguns bons argumentos, mas   outros ridículos (ele chega a dizer que um dos milagres de jesus (a transformação de agua em vinho em grande quantidade durante uma festa) estaria provado porque “homens não se enganam em questão de álcool”!

O segundo livro vale mesmo como uma revisão comentada dos 4 evangelhos. Para quem não os leu (o meu caso), foi útil ter uma visão geral dos pontos onde eles convergem e onde divergem.

Eu escrevi reviews sobre os dois livros na Amazon (os links estão lá no início do texto). De maneira alguma eles esgotam o assunto. Ambos tem méritos e merecem ser lidos.

Para finalizar, se em “Zelota”, o que lemos é a análise de um homem como nós que tenha vivido naquele contexto geográfico e político, em “Jesus – Uma biografia para o século XXI”, vemos um homem como nenhum outro que tenha existido. Qual deles está mais perto da realidade, é uma questão de fé.

E, sendo assim, Deixo a conclusão para vocês!

Feliz Natal!

 

Rogue One – Review

Rogue One é um filme “Star Wars” diferente de todos que já vimos.

Mas não que seja algo inovador. O filme segue a estrutura clássica de filmes de guerra onde “renegados aceitam missão suicida”. Os 12 condenados, Sete Homens e um destino, Canhões de Navarone e por aí vai… Nesses filmes é importante que o bando de renegados crie rapport com o público de modo que o efeito dramático do preço que eles irão pagar pela missão tenha o efeito desejado.

E o filme é bem sucedido nesse ponto. Tanto o casal de protagonistas quanto os demais coadjuvantes conseguem se tornar pessoas com as quais no importamos ao longo do filme.

O filme possui três atos muito bem definidos (o resgate do piloto desertor, a tentativa de comunicação com o pai da protagonista e a missão final para o roubos do planos da estrela da morte). Todos eles são eficientes e a história funciona (embora crie furos de continuidade e/ou plausibilidade com a narrativa que já conhecemos, como comentei no artigo anterior). A batalha final é simplesmente arrebatadora.

O filme tenta sair um pouco do maniqueísmo tradicional de Star Wars. O engenheiro-chefe tem remorsos pelo que faz e sabota a arma que está construindo. Os rebeldes também não são lá flor que se cheire. Mas o filme erra porque, de certa forma, chancela a teoria de que “alguns fins justificam os meios”. Sim, é importante saber pelo que se luta. Mas é também importante não se rebaixar ao nível do adversário.

O excesso de easter eggs e referências a outros filmes (Star Wars ou não) me pareceu exagerado. É difícil levar esquecer que aquilo é só um filme quando de cinco em cinco minutos vocês tem uma piada visual na tela. Você passa a ficar mais preocupado em não perder as referências do que de ver o filme em si.

Outra coisa que incomoda é que as cenas clássicas de Star Wars estão se tornando clichês gratuitos. Será que realmente precisamos ver toda a sequencia de botões apertados para o disparo da Estrela da Morte? É necessário mostrar o “controlador de vôo”cada vez que vemos uma nave sair da base?

Concluindo, o filme é uma ótima diversão. Mas não acho que revolucione alguma coisa ou mude a sua vida. É um bom início da série de filmes “Star Wars Stories”. Mas ainda pode ser melhor!

 

 

Belgian Waffle Ice Cream Sandwiches — Styling My Everyday

QUE COISA HORRÍVEL! FUJAM PARA AS COLINAS!! 🙂

It’s hot outside. Like CRAZY HOT. Too hot for the pool or the sprinkler or even a walk to the mailbox. You know what it’s NOT too hot for? Ice cream sandwiches. Am I right? These ice cream sandwiches are just as much fun to make as they are to eat. Totally customizable, it’s an activity […]

via Belgian Waffle Ice Cream Sandwiches — Styling My Everyday