A decisão que não foi

Já que quase toda imprensa só conta metade da história (a metade que interessa a eles), vamos tentar equilibrar as coisas. O artigo do Reinaldo Azevedo explica em detalhes, mas eu vou resumir e vou colocar a minha opinião no final.
1 – A decisão tomada pelo Marco Aurélio Mello nunca foi definitiva. Era uma liminar. Liminares são decisões tomadas em caráter de urgência, quando prejuízos são iminentes se a decisão não for imediata. Não era o caso. O Brasil não iria ruir se esperasse pela decisão do pleno.
2 – Isso não quer dizer que o Renan seja menos desprezível do que é.
3 – Convem lembrar que o vice em questão, que é do PT, assinou o documento onde o Senado diz que iria aguardar a decisão do pleno. Se foi golpe, o PT participou.
4 – É lógico que houve acordo entre os poderes para se chegar na decisão que o pleno tomou.
Isso é lamentável? É e não é. Os poderes precisam se vigiar, essa é a função deles. Não deixar o poder todo na mão de um só. Então, acordos parecem armação, “terminar em pizza”.
Mas, os poderes pecisam se vigiar dentro dos limites da lei. E o problema é que vivemos hoje uma situação que todos andam no limite da lei (quando não fora). Um acordo que faça com que a lei seja seguida não é tão ruim.
O crápula do Renan Calheiros tem que sair de lá. Mas tem que ser dentro da lei. Como foi com a Dilma.
O triste disso tudo é que todo esse mecanismo que está aí, essa geração de políticos, juízes, funcionários de alto escalão, etc. arruinaram o país. Temos um estado que conseguiu falir mesmo cobrando os impostos mais caros do mundo. Todos, PSDB, PT, PMDB, P “sei lá o que”, têm que pedir para sair.
O problema é que não tem ninguem para entrar.
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2 comentários em “A decisão que não foi”

  1. Vou comentar… Acho que o erro do Renan foi não ter recebido o oficial de justiça e recebido a liminar, que seria derrubada no outro dia e não teria feito diferença pra ele. Teria evitado toda essa situação ridícula e pegaria menos mal pra ele (não receber a liminar estando na frente do oficial de justiça) e pra justiça, que perdeu a moral… Desnecessário.

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    1. Ouvi dizer que ele foi orientado pelo Gilmar Mendes a não receber.

      O pior disso tudo é que, como quase toda sociedade, o supremo parece rachado. Todo mundo toma decisões casuísticas. E isso nunca é bom. Quando vale tudo, vale tudo para os dois lados. E aí, segure-se quem puder.

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